A Batalha de Verdun - O maior confronto entre franceses e alemães durante a Primeira Guerra Mundial, gerando 1 milhão de baixas.
Trecho do romance histórico " A Última Poesia - Do Orgulho Nasce a Guerra " de Max Wagner.
O general Erich von Falkenhayn, era o novo comandante do Exército Imperial alemão. O 5º Exército alemão do Kronprinz (Príncipe Herdeiro) Guilherme, que estava defronte ao setor de Verdun há algum tempo, foi designado para realizar a ofensiva. O local era a pedra angular da frente ocidental, um ataque de frente poderia vencer os franceses. Para fazer isso o Príncipe Herdeiro tinha 12 divisões estacionadas numa frente de 13 km, com mais três divisões na reserva.
Verdun consistia de duas linhas de fortes rodeando-a
numa circunferência de 48 quilômetros. Era considerada uma cidade
indestrutível. O kaiser Guilherme afirmou confiantemente que a guerra na Frente
Ocidental iria terminar em Verdun; ele
acreditava no sucesso total, principalmente por que seu filho estava comandando.
Os ataques em
Verdun haviam sido programados para 11 de fevereiro de 1916, mas o mau tempo
obrigara o filho do Kaiser, Príncipe Guilherme a adiar o ataque, e somente ao
amanhecer de 21 de fevereiro, o bombardeio finalmente começou. Foi batizada de
Operação Julgamento.
Durante as
primeiras horas tudo foi bombardeado. O bombardeio então cessou e, quando os
franceses se ergueram das ruínas a fim de se prepararem para atacar, os alemães
com seu sistema de observação, que incluía aviões e balões, puderam notar que
as posições ainda estavam defendidas. Então, continuaram o bombardeio por mais
quatro horas.
Quando cessou o bombardeio, às 16 horas, em vez de
desfechar um ataque em massa, os alemães sondaram a frente com patrulhas de
combate. O bombardeio conseguira o efeito desejado, a artilharia francesa
estava desorganizada e comunicações com a retaguarda cortada. Os franceses
fizeram contra-ataques locais num dos quais morreu o Tenente-coronel Driant,
que era membro da Câmara em Paris e que havia lutado para que reforços fossem
enviados para Verdun.
Os alemães
continuaram a mover-se com cuidado. Eles empregaram pela primeira vez o
lança-chamas, com bons resultados contra pontos-fortes, até que os franceses
descobriram como enfrentá-los; atirando contra o volumoso equipamento e
incendiando-o.
O dia 25 de
fevereiro de 1916 foi o mais terrível para os franceses. Uma pequena patrulha
alemã de dez homens do 24º Regimento de Brandenburgo capturou o forte de
Douaumont, a pedra angular das defesas francesas. Naquele dia, o general Henri
Pétain de 60 anos, e líder do 2º Exército foi nomeado comandante da defesa de
Verdun, e logo pôs ordem.
No primeiro dia da batalha, a única ferrovia
que chegava a Verdun fora destruída, e os franceses ficaram apenas com uma estrada
estreita para uso de suas comunicações com a retaguarda. O
piloto francês Jean Navarre pilotava um Nieuport pintado de vermelho e ficou
famoso com a alcunha “A Sentinela de
Verdun” ele derrubava qualquer avião alemão que se aventurasse pelo local. Os
poilus vibravam, eram encorajados toda vez que avistavam o avião vermelho do
piloto francês.
A La Voie Sacrée (A Via Sacra), estrada carroçável que ligava Verdun a
Bar-le-Duc, tornou-se a única linha vital dos franceses. A Via Sacra
estendia-se pelos 120 km que levava a Verdun os reforços e trazia de volta os
soldados cansados e feridos. O responsável pela sua administração foi o major
Doumenc, que deu instruções, de que excluíssem totalmente os comboios,
desviando-os para rotas paralelas.
A
partir de 29 de fevereiro, cerca de 3.000 caminhões transportaram 50.000
toneladas de munição e 90.000 homens para frente todas as semanas. À medida que
novas divisões eram lançadas à Verdun a luta crescia de uma maneira nunca
vista. Em meados de março Verdun transformou-se no próprio inferno. Não havia
campos nem bosques. Apenas uma paisagem lunar. Um lameiro repleto de crateras. A
luta continuava e, em junho, o general Pétain disse ao
marechal Joffre que os franceses deviam recuar.
Verdun também se transformava em símbolo
de resistência para os franceses. Os brados de “Os alemães não passarão”
representavam agora hinos de sobrevivência não só para os defensores de Verdun,
mas também para toda a nação. Os comandantes de Verdun pensaram na retirada, e
por mais aconselhável que fosse não seria possível, por que a ofensiva
britânica do Somme estava prestes a começar...
De outubro em diante, os franceses
realizaram uma série de ataques violentos visando recuperar todo o terreno
perdido; aos poucos foram conseguindo, mesmo com baixas cada vez maiores. Doze
quilômetros de território fora conquistado.
A
batalha final ocorreu em 18 de dezembro de 1916, com os franceses tendo
recuperado quase todo o terreno anteriormente perdido. O Chefe de Estado Maior
Erich von Falkenhayn, por pouco não esgotara por completo os exércitos
franceses, como queria. Mas ele não previra tão elevado número de baixas para
seu lado.
Verdun foi uma guerra de homens
abandonados, ou soldados que eram capazes de liderar.
Punhados de homens obrigados a agir, a responsabilizar-se. Houve aqueles que
perderam o controle. Atos decisivos e corajosos eram individuais. A luta em
Verdun foi uma batalha de soldados e não de generais. A batalha de Verdun
resultou num massacre sem precedentes: 434 mil alemães mortos ou feridos e 550
mil franceses fora de combate.
IMAGENS DE VERDUN E DA VIA SACRA (VOIE SACRÉE)
MAJOR DOUMEC
PÉTAIN
PRÍNCIPE WILHELM
PRÍNCIPE HERDEIRO ALEMÃO
CORONEL ÉMILE DRIANT
GENERAL HENRI PÉTAIN
KONPRINZ WILHELM
VERDUN NOS DIAS ATUAIS
ELES NÃO PASSARÃO!
E REALMENTE OS ALEMÃES NUNCA CONSEGUIRAM PASSAR POR VERDUN.







































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