O território
alemão na Prússia foi invadido, então a Alemanha iniciou, em 1915, a “Guerra
do Pão”, combatendo países que produziam o trigo, entre eles a
Polônia. Os alemães atacaram em Ypres, no norte com 168
toneladas de gás de cloro, 59 mil britânicos e 10 mil franceses morreram contra
35 mil germânicos.
Em dezembro os alemães começaram a usar os
caças Fokker E-I Eindecker, primeiros
aviões com metralhadoras na
dianteira, sincronizada com
a hélice, conquistando uma vitória
aérea que foi
batizada “ O Flagelo dos
Fokker “ . Antes um
avião só podia
ser derrubado se
colidisse com outro, ou
quando o piloto
ou passageiro levasse
uma arma para
atingir o inimigo. Os aviões não
seriam mais usados
apenas para reconhecimento aéreo.
No final de
1915, o marechal Sir John French foi substituído pelo seu pupilo;
o general Sir
Douglas Haig, para
liderar a Força
Expedicionária Britânica. Haig
era o imediato de French; eram amigos, mas por causa de desentendimentos nas
cansativas batalhas de
Flandres, Haig ajudou
na queda de
French, que jamais
o perdoaria por
isso. No dia 23 de dezembro, Sir William
Robertson assumiu o comando do
Estado Maior Imperial Britânico.
A Inglaterra
começou a usar seus primeiros heróis como propaganda, a mais célebre foi a
enfermeira inglesa Edith Cavell. Foi uma mulher muito humanitária,
ajudava todos àqueles que necessitassem;
tanto soldados alemães quanto aliados. Ficou conhecida por sua afirmação de que
“O patriotismo não era suficiente.” Ela foi celebrada por
ajudar cerca de 200 soldados aliados a escapar da Bélgica ocupada pelos
alemães. Por esse feito foi capturada
pelos alemães em 3 de agosto de 1915, depois fuzilada em Bruxelas em 12 de
outubro do mesmo ano. Ela foi citada pela imprensa pela frase “Eu não posso
parar enquanto há vida para ser salva”.
Trégua de Natal de 1915 nos Vosges
O soldado alemão Richard Schirrmann - que estava em um regimento alemão posicionado sobre o Bernhardstein, uma das montanhas dos Vosges - escreveu um relato dos eventos em dezembro de 1915:
"Quando os sinos de Natal soaram nas aldeias do Vosges atrás das linhas... aconteceu uma coisa nada militar. As tropas alemãs e francesas fizeram espontaneamente as pazes e cessaram as hostilidade; eles se visitaram uns aos outros através de túneis de trincheira em desuso, trocaram vinho, conhaque, cigarros, pão-preto da Vestefália, biscoitos e presunto. Eles permaneceram bons amigos mesmo depois do Natal."
A disciplina militar foi imediatamente restaurada, mas Schirrmann ponderou sobre o incidente e pensou que talvez "os jovens de todos os países poderiam se reunir em lugares adequados onde pudessem ficar e conhecer uns aos outros.
Essa é a minha última postagem do ano.
Um abraço aos meus amigos e leitores. Boas férias, Feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso a todos.
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