terça-feira, 12 de agosto de 2014

PRIMEIRAS BATALHAS DA 1ª GUERRA MUNDIAL

          CENTENÁRIO  DAS  PRIMEIRAS  BATALHAS  DA  1ª  GUERRA  MUNDIAL

Na noite de 28 para 29 de julho de 1914, as águas do  Rio Danúbio foram  movimentadas em Belgrado por estilhaços de granadas de artilharia. Eram austro-húngaras e haviam sido lançadas horas depois de Viena declarar guerra ao pequeno reino sérvio. O chefe do estado-maior austríaco, Conrad von Hötzendorf, confiante no apoio alemão, acreditava poder acertar as contas com a Sérvia em três meses, confinando o conflito ao Sudeste europeu, assim como acontecera nas duas disputas anteriores que haviam envolvido, em 1912 e em 1913, a Bulgária, a Romênia, o Império Otomano, a Grécia, Montenegro e a mesma Sérvia. Mas  dessa  vez  as  coisas  seriam  bem  diferentes  e  as  consequências  catastróficas.


01 de agosto de 1914 - França e Alemanha mobilizam suas tropas, O Regimento  Alemão  de  Infantaria 69º  entra  em Luxemburgo.

Alemanha  declara  guerra à  Rússia.


02 de agosto de 1914 - Alemanha e Turquia assinam tratado secreto de aliança. Grã-Bretanha se mobiliza. As tropas russas invadem a Prússia Oriental.

03 agosto de 1914 - A Alemanha e a França declaram guerra um ao outro.
A  Alemanha  dá  um  ultimato  à  Bélgica, para  dar  livre  passagem  aos  alemães que  almejam  vencer  a  França.

4 de agosto de 1914 - Inglaterra declara guerra à Alemanha.

05 de agosto de 1914 - Batalha em mar aberto iniciada. Navio alemão Königin Luise" afundado.

06 de agosto de 1914 - Dirigível alemão Zeppelin  bombardeia  Liége  na  Bélgica, várias  pessoas  são mortas.

7 agosto de 1914 - Lord Kitchener,  ministro  da  propaganda  de  guerra   faz  um  apelo  na  Inglaterra  "Seu país precisa de você"  e  espalha posters  por todo o Reino Unido.

09 de agosto de 1914 - O  navio inglês HMS  "Birmingham" afunda submarino alemão "U15" no Mar do Norte. Primeiro submarino alemão destruído.

10 de agosto de 1914 - Soldados  franceses  atacam  os  alemães  na  Alsácia, acreditam  numa  vitória  surpresa.

11 de agosto de 1914 - A França declara guerra à Áustria-Hungria.


A presença de um dos grande poderes europeus nesse cenário e o sistema de alianças que ligava as potências do continente mudariam tudo dessa vez. A Rússia  havia decretado a mobilização geral de seu exército no dia 30 de  julho para proteger a Sérvia, sua aliada. Em 1.º de agosto, a Alemanha, que apoiava os austríacos, declarou guerra à Rússia. A França, aliada dos russos, decidiu reunir seus soldados no mesmo dia. No dia 3, a Alemanha declarou guerra à França e deu um ultimato à Bélgica: dar livre passagem aos alemães. O governo belga negou o pedido - o rei Alberto I decidiu resistir. O país acabou invadido no dia 4. A violação de sua neutralidade fez a Grã-Bretanha declarar guerra à Alemanha.

A invasão da Bélgica começara em 4 de agosto. Ao mesmo tempo, o exército francês atacava na Alsácia e na Lorena. Com seus casacos azuis e calças vermelhas, os homens marcharam em direção às posições alemãs em colunas cerradas com bandeiras e fanfarras.

 01  de  agosto  de  1914 - Declaração  de  guerra  da  Alemanha entregue pelo embaixador ao governo russo em São Petersburgo:
“O governo imperial alemão usou todos os esforços desde o começo da crise para trazer uma solução pacífica. Em conformidade com a vontade expressa a ele por Sua Majestade, o Imperador da Rússia, o imperador alemão tinha realizado, em conjunto com a Grã-Bretanha, a parte de mediadora entre os gabinetes de Viena e São Petersburgo, mas a Rússia, sem esperar por qualquer resultado, procedeu a uma mobilização geral de suas forças em terra e mar.
Em conseqüência desse passo ameaçador, o que não foi justificado por qualquer processo militar por parte da Alemanha, o Império Alemão foi confrontado por um perigo grave e iminente. Se o Governo alemão não se precaver contra esse perigo, terá comprometido a segurança e a própria existência da Alemanha.
O Governo alemão fora, por isso, obrigado a fazer representações ao Governo de Sua Majestade, o Imperador de Todas as Rússias, e insistir numa cessação dos atos militares citados acima.
A Rússia, tendo recusado a dar cumprimento à presente demanda e tendo mostrado por esta recusa que a sua ação foi dirigida contra a Alemanha, eu tenho a honra sob as instruções do meu Governo, para informar Vossa Excelência o seguinte:
Sua Majestade, o Imperador, meu soberano, em nome do Império Alemão, aceita o desafio, e se considera em guerra com a Rússia. “

O Tratado  entre  a  Alemanha  e o  Império  Turco-Otomano  
“Constantinopla, 02 de Agosto de 1914.
As duas partes contratantes concordam em observar estrita neutralidade em relação ao conflito atual entre a Áustria-Hungria e Sérvia. No caso de a Rússia intervir com medidas militares ativas ao qual deve trazer um casus foederis para a Alemanha com relação à Áustria-Hungria, estecasus foederis também viria a existir para a Turquia. Em caso de guerra, a Alemanha vai deixar sua missão militar à disposição da Turquia. Este último, por sua vez, assegura a missão militar de uma influência efetiva sobre a conduta geral do exército, de acordo com o entendimento que chegou  diretamente entre Sua Excelência o Ministro da Guerra e Sua Excelência o Chefe da Missão Militar. Alemanha obriga-se, se necessário, pelo uso de armas no território otomano em caso deste ser ameaçado. Este acordo, que foi celebrado com a finalidade de proteger ambos impérios de complicações internacionais, que podem resultar do presente conflito, entra em vigor logo que for assinado pelos plenipotenciários acima mencionados, e permanecerá válido juntamente com quaisquer acordos mútuos semelhantes até 31 de Dezembro de 1918. No caso de não ser dado um anuncio formal de encerramento por uma das altas partes contratantes seis meses antes do término do prazo acima mencionado, o presente Tratado permanecerá em vigor por um período adicional de cinco anos. O presente documento deve ser ratificado por Sua Majestade, o Imperador Alemão, Rei da Prússia e por Sua Majestade, o Imperador dos Otomanos e as ratificações serão trocadas no prazo de um mês a contar da data de sua assinatura. O presente Tratado permanecerá em segredo e só poderá ser tornado público como resultado de um acordo entre as duas altas partes contratantes.



Imperador   Francisco  José -  Áustria



Rei  George - Reino  Unido


 Kaiser  Wilhelm -  Alemanha


Rei   Pedro -  Sérvia



Czar  Nicolau  II  -  Rússia


Sultão Mehmed  V - Império  Turco-Otomano


Presidente  Raymond  Poincaré -  França



Rei  Alberto  I -  Bélgica





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